A chamada “Lei Felca” voltou ao centro das discussões nas redes sociais após o relato de que um jovem atleta brasileiro teria perdido patrocínio em meio às novas regras de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
O caso ganhou repercussão após a divulgação do relato da mãe de um atleta de jiu-jítsu de 16 anos. Segundo ela, o filho perdeu um patrocínio devido às restrições envolvendo a exposição e o uso da imagem de menores nas redes sociais.
O adolescente já teria participado de competições internacionais, incluindo eventos nos Estados Unidos, Canadá e Portugal, além de possuir viagens previstas para disputar campeonatos na Itália e nos Emirados Árabes Unidos. A divulgação de sua rotina esportiva nas redes seria importante para atrair patrocinadores e ajudar a custear a carreira.
O episódio provocou críticas de internautas preocupados com possíveis efeitos da legislação sobre jovens atletas, artistas e criadores que dependem da própria imagem para conseguir apoio financeiro.
“Influencer ganhou fama com vídeos, foi trabalhar na Globo e ferrou com a vida de todos os jovens”, diz uma das críticas que circulam nas redes sociais em referência a Felca.
Conhecida popularmente como “Lei Felca”, a legislação ganhou esse apelido após a enorme repercussão das denúncias feitas pelo influenciador Felipe Bressanim, o Felca, sobre adultização e exposição de menores na internet. O objetivo das novas regras é ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Felca também passou a participar de projetos ligados à Globo depois da repercussão nacional de seu conteúdo. O influenciador já afirmou que não imaginava que o vídeo sobre o tema acabaria contribuindo para uma mobilização política que resultaria em mudanças na legislação.
Apesar da repercussão, o relato envolvendo o atleta de 16 anos não significa que jovens atletas brasileiros estejam perdendo patrocínios de forma generalizada. Trata-se de um caso específico divulgado publicamente, que passou a ser utilizado por críticos para questionar possíveis consequências não previstas das novas regras.
A discussão agora gira em torno de como garantir proteção contra exploração e exposição inadequada de menores sem prejudicar jovens que utilizam legitimamente as redes sociais para divulgar suas carreiras esportivas, conquistar patrocinadores e financiar a participação em competições.







