O pré-candidato do PSOL à Câmara dos Deputados por Pernambuco, Jones Manoel, gerou forte repercussão após participar do podcast Fala Ordinário, na quarta-feira (22). Durante o debate, o vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) questionou se Jones condenava os estupros e outros casos de violência sexual atribuídos ao Hamas durante os ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel.
Antes da pergunta, foi exibido um depoimento da ex-refém israelense Ilana Gritzewsky, que relatou ter sido vítima de violência sexual durante o ataque e o período em que permaneceu em cativeiro na Faixa de Gaza.
Ao responder, Jones Manoel afirmou:
“A gente apoia todas as formas de resistência do povo palestino. Eu não sou sommelier de resistência. A forma que o povo palestino quiser lutar pela sua libertação, ele luta.”
Mesmo após novas perguntas de Eduardo Moura, Jones não respondeu diretamente se condenava os estupros mencionados nem fez distinção entre ações armadas e os relatos de violência sexual apresentados durante o debate.
A discussão ocorre em meio a investigações internacionais sobre os ataques de 7 de outubro. Uma missão da ONU concluiu haver fundamentos razoáveis para acreditar que estupros e estupros coletivos ocorreram em diferentes locais do sul de Israel durante os ataques, além de identificar informações consideradas claras e convincentes sobre violência sexual contra alguns reféns mantidos na Faixa de Gaza.
Após o debate, Eduardo Moura afirmou que a resposta de Jones representaria uma justificativa para qualquer forma de violência praticada em nome da resistência palestina e declarou que pretende avaliar medidas para responsabilizá-lo pelas declarações.
O episódio repercutiu nas redes sociais, dividindo opiniões entre críticos, que interpretaram a fala como uma justificativa para crimes cometidos pelo Hamas, e apoiadores de Jones Manoel, que afirmam que suas declarações foram retiradas de contexto e dizem respeito ao direito de resistência do povo palestino, e não à defesa de crimes contra civis.







