O deputado federal André Janones (Rede-MG) fez declarações sobre o funcionamento do grupo “Exército do Lula” durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida no domingo (1º). O parlamentar reconheceu que o modelo de mobilização digital utilizado durante a campanha eleitoral não representa aquilo que considera uma democracia plena.
Questionado pelo repórter se seria democrático dar uma ordem e observar milhões de pessoas obedecerem, Janones classificou o funcionamento do grupo como uma “democracia mitigada”.
“Não é a democracia no seu estado pleno, não é a democracia que eu quero pro nosso país, não é um modelo de democracia sustentável”, declarou o deputado.
Janones justificou a estratégia afirmando que se tratava de um modelo transitório, necessário para vencer as eleições e garantir governabilidade ao presidente Lula.
O chamado “Exército do Lula”, organizado pelo parlamentar no WhatsApp, reuniu mais de 10 milhões de participantes e funcionou como uma central de mobilização política. Entre as atividades estavam orientações para compartilhar conteúdos, realizar buscas específicas na internet e participar de ações coordenadas em apoio ao petista.
As declarações levantam questionamentos sobre os limites da mobilização política nas redes sociais, especialmente quando um único organizador concentra orientações direcionadas a milhões de seguidores.
Apesar de reconhecer que o formato não corresponde ao seu ideal de democracia, Janones defendeu sua utilização durante a disputa eleitoral. O deputado também afirmou que o modelo deveria servir apenas como uma transição e relacionou sua manutenção ao debate sobre o papel das grandes plataformas digitais na sociedade.
Na mesma entrevista, Janones anunciou que não pretende assumir um ministério no próximo governo Lula e que continuará exercendo seu mandato na Câmara dos Deputados.
Fontes: Fantástico (TV Globo), Exame, CNN Brasil e Gazeta do Povo, publicações de 1º e 2 de novembro de 2026.







