O ator brasileiro Wagner Moura voltou a chamar atenção por suas duras críticas aos Estados Unidos, país onde vive há anos com a esposa e os três filhos. Em entrevistas à BBC News Brasil e ao jornal espanhol El País, o artista criticou a política de imigração do governo Donald Trump e classificou a atuação do ICE, agência responsável pela fiscalização migratória, como fascista e racista.
“Esse negócio do ICE é uma coisa fascista mesmo, né? É racista”, declarou Moura à BBC, acusando os agentes de abordarem pessoas com base em características físicas e raciais.
Em outra entrevista, o ator afirmou sentir medo de encontrar agentes de imigração nas ruas americanas. Segundo ele, o país atravessa um momento preocupante, marcado pelo que considera práticas autoritárias.
Entretanto, apesar das críticas contundentes, Wagner Moura continua vivendo em Los Angeles, na Califórnia, onde consolidou sua carreira internacional e mantém sua residência familiar.
O contraste entre suas declarações e a decisão de continuar morando nos Estados Unidos levanta questionamentos sobre sua postura política. Afinal, enquanto denúncia o cenário americano, o artista segue aproveitando as oportunidades profissionais oferecidas pelo próprio país que critica.
Em entrevista ao PodPah, Moura chegou a afirmar que deseja retornar ao Brasil futuramente, mas revelou que seus filhos estão adaptados à vida americana e não querem voltar agora.
A situação evidencia uma contradição apontada por críticos do ator: ele condena duramente aspectos do país onde escolheu viver, mas ainda não estabeleceu uma data para deixar os Estados Unidos.
Fontes: BBC News Brasil; El País; UOL Splash.







