O Itamaraty admitiu, em documento enviado à Câmara, que a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas pode abrir margem para ações mais duras do governo americano, incluindo risco de uso de força em território brasileiro.
A resposta foi assinada pelo chanceler Mauro Vieira e tratou a medida como um ato unilateral dos EUA, com possível impacto sobre a soberania nacional. O governo brasileiro afirma defender mecanismos de cooperação internacional, mas sem aceitar interferência estrangeira no país.
Nas redes sociais, a notícia gerou críticas ao governo Lula. Internautas afirmam que o avanço do crime organizado chegou a um ponto em que até outro país passou a tratar facções brasileiras como ameaça terrorista.
Apesar do alerta do Itamaraty, o governo dos EUA já negou intenção de realizar ação militar no Brasil. Ainda assim, o caso reacendeu o debate sobre segurança pública, soberania nacional e a incapacidade do Estado brasileiro de eliminar facções como PCC e CV.







