Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, publicada em outubro de 2026, a ex-ministra Marina Silva afirmou que Flávio Bolsonaro tentaria concluir o que chamou de “projeto perverso” do pai dele para destruir a Amazônia.
Marina argumenta que o grupo político de Flávio poderia ampliar a exploração econômica da floresta, estimular o garimpo ilegal e colocar em risco terras indígenas e quilombolas. Ela também teme que medidas ambientais adotadas nos últimos anos sejam enfraquecidas em um eventual governo do senador.
Por outro lado, não foi apresentada uma declaração de Flávio Bolsonaro dizendo que pretende acabar com a Amazônia. O plano de governo atribuído à campanha dele prevê zerar o desmatamento até 2029, embora também proponha rever regras ambientais e ampliar a exploração de recursos naturais, incluindo a possibilidade de liberar o fraturamento hidráulico, conhecido como fracking.
A situação levanta uma discussão importante: até que ponto as declarações de Marina se baseiam em propostas concretas e até que ponto representam uma previsão política sobre o que poderia acontecer? Afirmar que um candidato pretende destruir a floresta é diferente de alertar para possíveis consequências de suas políticas ambientais.
Enquanto isso, os incêndios na Amazônia reforçam a necessidade de medidas efetivas de prevenção e combate ao fogo. O debate ambiental precisa considerar tanto a situação atual da floresta quanto as propostas dos candidatos, sem transformar previsões em fatos comprovados.







