O canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones no WhatsApp, voltou a ser suspenso nesta terça-feira (13), por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. A decisão derrubou a autorização provisória concedida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
A nova decisão veio após uma análise técnica do TSE apontar que mensagens publicadas entre 25 e 29 de setembro haviam sido apagadas ou editadas, deixando lacunas na investigação. A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou um dossiê que aponta a exclusão de 499 mensagens e alega que o canal era usado para disseminar informações falsas.
No entanto, o relatório técnico não confirmou que todas essas mensagens eram fake news. A equipe do TSE informou que não encontrou, no conteúdo analisado entre 2 e 11 de outubro, as alegações específicas apontadas pela campanha de Flávio.
Nunes Marques determinou que o canal permaneça suspenso até o cumprimento das exigências eleitorais. O caso provocou divergência entre ministros do TSE e levantou discussões sobre propaganda política, desinformação e liberdade de expressão durante a campanha eleitoral.







