Uma publicação nas redes sociais voltou a colocar o patrimônio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no centro do debate político. Um homem escreveu: “Pensando aqui como o patrimônio do Nikolas Ferreira subiu 10.455% em quatro anos, sendo que ‘o Brasil tá quebrado’”. A postagem gerou reações, e um internauta ironizou: “Petista pensando?”.
O comentário faz referência à declaração de bens apresentada por Nikolas à Justiça Eleitoral. Em 2022, quando foi eleito deputado federal, ele declarou R$ 36.820,46 em aplicações de renda fixa e depósitos bancários. Já em 2026, ao registrar sua candidatura à reeleição, informou patrimônio de R$ 3.898.456,67. Segundo levantamento da CNN Brasil com base nos dados do TSE, a variação foi superior a 10 mil por cento no período.
O crescimento, entretanto, não significa necessariamente que todo o valor corresponda a dinheiro disponível. Entre os bens declarados em 2026 está uma casa avaliada em aproximadamente R$ 2,23 milhões, adquirida por meio de financiamento e que ainda possui saldo devedor.
Nikolas também se manifestou sobre a repercussão dos números. Segundo o parlamentar, aproximadamente metade do valor do imóvel ainda está financiada, com pagamento previsto ao longo de vários anos. Ele atribuiu o restante da evolução patrimonial ao salário parlamentar, investimentos e atividades privadas.
Entre essas atividades, o deputado mencionou participação em empresas, comercialização de cursos e livros, palestras, uma escola de inglês voltada ao público cristão e uma plataforma relacionada a conteúdos de política e espiritualidade.
A assessoria de Nikolas afirmou que não existe patrimônio oculto ou atividade econômica omitida e sustenta que seus bens e fontes de renda estão devidamente declarados.
Dessa forma, os dados eleitorais mostram um crescimento expressivo no valor dos bens declarados pelo deputado entre 2022 e 2026. A porcentagem, entretanto, parte de uma base patrimonial relativamente pequena em 2022 e inclui, no valor mais recente, um imóvel de mais de R$ 2 milhões que ainda está financiado.
Nas redes sociais, o percentual rapidamente virou combustível para críticas, provocações e disputas políticas entre apoiadores e adversários do parlamentar.
Fontes: CNN Brasil, Gazeta do Povo e dados da Justiça Eleitoral.







