O governo da Venezuela anunciou, em 30 de abril de 2026, um reajuste no chamado “rendimento mínimo integral”, que passou a US$ 240 mensais (cerca de R$ 1.200 na cotação atual). O valor representa um aumento de aproximadamente 26% em relação ao patamar anterior, que era de cerca de US$ 190.
Esse “rendimento integral” não corresponde ao salário mínimo tradicional. Ele é composto por bônus estatais, como o vale-alimentação (“Cestaticket”) e o chamado “bônus de guerra econômica”, que juntos formam a maior parte da renda dos trabalhadores.
Enquanto isso, o salário mínimo base oficial permanece congelado em 130 bolívares desde 2022, o que equivale a menos de US$ 0,30 por mês. Esse valor base é o que conta para direitos trabalhistas, como férias, aposentadoria e indenizações, o que limita o impacto real do aumento anunciado.
Apesar do reajuste, especialistas apontam que o valor ainda é insuficiente para cobrir o custo de vida no país. Estimativas indicam que a cesta básica para uma família pode ultrapassar US$ 600 mensais, mantendo a pressão econômica sobre a população.
O anúncio ocorreu às vésperas do Dia do Trabalhador e também incluiu aumento nas aposentadorias, que passaram para cerca de US$ 70 mensais. O governo venezuelano tem incentivado empresas privadas a adotarem esse novo patamar como referência.
O uso do dólar como base para esses valores reflete a forte desvalorização do bolívar e a crescente “dolarização” informal da economia venezuelana nos últimos anos.
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