Uma mulher grávida de três meses e o filho dela, de apenas 4 anos, foram encontrados mortos e carbonizados após criminosos invadirem e incendiarem uma residência na zona rural de São João Batista, no Maranhão, na noite de sexta-feira (10). O caso é investigado pela Polícia Civil, que trabalha com a hipótese de que o ataque tenha relação com a disputa entre facções criminosas na região.
Segundo a Polícia Militar, cerca de 15 homens armados invadiram três imóveis pertencentes à mesma família. Apenas uma das casas estava ocupada no momento da ação. Testemunhas relataram que os criminosos efetuaram diversos disparos, roubaram objetos da residência e, em seguida, atearam fogo no imóvel antes de fugir. Após o incêndio ser controlado, os corpos da gestante e da criança foram encontrados carbonizados no interior da casa. Aproximadamente 100 estojos de munição de diferentes calibres foram recolhidos no local.
As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos. A polícia informou que exames periciais irão determinar se mãe e filho morreram em decorrência dos disparos ou das chamas. Até o momento, ninguém foi preso.
O episódio voltou a gerar debate nas redes sociais sobre a atuação das facções criminosas e o endurecimento das políticas de segurança pública. Enquanto parte dos internautas defende que organizações criminosas desse tipo deveriam ser enquadradas como grupos terroristas, a legislação brasileira atualmente trata essas condutas no âmbito do crime organizado e das associações criminosas, não da Lei Antiterrorismo.







