A deputada federal Duda Salabert denunciou publicamente uma situação que classificou como “gravíssima”: segundo ela, sua imagem e a da também deputada Érika Hilton estariam sendo utilizadas por órgãos policiais em álbuns de reconhecimento de suspeitos — e, pior, identificadas como homens procurados por crimes. A denúncia gerou forte repercussão e abriu um debate sensível sobre falhas institucionais e possíveis práticas discriminatórias.
Em sua manifestação, Duda afirmou que esse tipo de material é utilizado por vítimas para identificar autores de delitos, o que, segundo ela, agrava ainda mais a situação. A parlamentar apontou o caso como exemplo de racismo e transfobia institucional, além de informar que já acionou a Justiça para responsabilização dos envolvidos e apuração rigorosa dos fatos.
Críticos do episódio destacam que, caso confirmada, a prática revela um problema estrutural grave dentro dos mecanismos de segurança pública, que deveriam prezar pela precisão e respeito aos direitos individuais. Especialistas em direito alertam que erros em álbuns de reconhecimento podem levar a injustiças sérias, incluindo acusações indevidas e constrangimento público.
Por outro lado, há quem cobre transparência total na investigação antes de conclusões definitivas, defendendo que a apuração precisa esclarecer se houve erro técnico, má conduta ou falha sistêmica. O caso reacende discussões sobre preparo institucional, vieses em procedimentos policiais e a necessidade de revisão de protocolos para evitar abusos e equívocos.







