O governo federal estuda realizar a primeira emissão de títulos soberanos brasileiros denominados em yuan, a moeda chinesa, por meio dos chamados “panda bonds”. A medida deve ser anunciada durante uma visita oficial de autoridades brasileiras à China ainda neste mês e faz parte de uma estratégia para diversificar as fontes de financiamento da dívida pública e ampliar o acesso a investidores internacionais.
A iniciativa, no entanto, gerou críticas nas redes sociais. Entre elas, a da comentarista Katia Maria Brunelli, que afirmou:
“O PT nunca escondeu a sua admiração pelo regime chinês, mas vender a nossa ‘soberania’ emitindo títulos da dívida em iuanes já é escancarar demais. O Brasil está a entrar num jogo de gigantes sem ter tamanho nem exército para se defender se a corda arrebentar. Trocaram a nossa independência pela dependência de Pequim. Que tempos… Quem deve tem que obedecer.”
Críticos da medida argumentam que a emissão de dívida em moeda chinesa pode aumentar a influência econômica de Pequim sobre o Brasil e representar uma aproximação excessiva com o governo chinês. Já defensores da proposta afirmam que operações semelhantes são utilizadas por diversos países e empresas para diversificar fontes de financiamento e reduzir a dependência do dólar.
A China é atualmente o maior parceiro comercial do Brasil, e os dois países vêm ampliando a cooperação econômica nos últimos anos. Segundo informações divulgadas pela Reuters, o objetivo da emissão é atrair investidores chineses e fortalecer a presença do Brasil em mercados internacionais de dívida denominados em moedas diferentes do dólar.







