O governo federal anunciou que adotará medidas de reciprocidade após os Estados Unidos decidirem impor uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a decisão norte-americana como “um marco lastimável” nas relações entre os dois países e informou que iniciará imediatamente os procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica.
Segundo o comunicado, o Brasil utilizará os instrumentos legais disponíveis para responder à medida anunciada pelos Estados Unidos. A nota afirma que a decisão americana representa um retrocesso na relação comercial bilateral e que o governo buscará defender os interesses nacionais.
Na parte final do texto, o governo também atribuiu parte da responsabilidade pela decisão dos Estados Unidos à atuação da família Bolsonaro. Segundo a nota, teria havido “ativa colaboração” durante o processo de investigação conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), argumento utilizado pelo governo para contextualizar a origem das sanções.
A manifestação repercutiu nas redes sociais e entre lideranças políticas. Enquanto aliados do governo defenderam a adoção da reciprocidade comercial, opositores criticaram o fato de o comunicado responsabilizar adversários políticos pela decisão americana. Também houve usuários nas redes que apontaram que o governo não fez manifestações semelhantes em relação às tarifas anunciadas anteriormente pela China sobre produtos brasileiros.







