Durante uma entrevista ao Jornal Razão, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, afirmou que o estado está ampliando o sistema prisional e pretende criar cerca de 9 mil novas vagas nos presídios.
Segundo ele, quando assumiu o governo, 43 dos 53 presídios catarinenses estavam interditados por causa da superlotação. Para resolver esse problema, o governo está construindo novas unidades e ampliando presídios já existentes em cidades como Blumenau, Itajaí, São Pedro de Alcântara, Xanxerê, Lages e São Cristóvão do Sul.
O governador também disse que foram contratados aproximadamente 1.700 policiais penais, além de novos servidores para a Polícia Civil. De acordo com ele, a expansão das vagas será acompanhada pelo fortalecimento dos programas de trabalho para pessoas privadas de liberdade.
Jorginho Mello explicou que presos considerados de menor periculosidade trabalham na fabricação e montagem de produtos, como móveis, eletrodomésticos, roupas e outros itens para empresas parceiras.
Segundo o governador, as empresas pagam um salário mínimo por trabalhador. Desse valor:
* 25% é usado para ajudar a custear a permanência do preso no sistema prisional;
* 25% é depositado em uma poupança para que o detento receba o dinheiro ao deixar a prisão;
* Os 50% restantes são repassados à família do preso.
Por fim, o governador afirmou que empresários interessados em utilizar essa mão de obra podem procurar a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social, responsável por analisar os pedidos e credenciar as empresas participantes do programa.







