Uma publicação da ministra Gleisi Hoffmann criticando a leitura, por Flávio Bolsonaro, de uma carta escrita por Jair Bolsonaro durante sua prisão domiciliar reacendeu um antigo episódio envolvendo a própria petista. Nas redes sociais, internautas passaram a compartilhar vídeos e registros de 2018, quando Gleisi leu, no Senado Federal, uma carta enviada pelo então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enquanto ele estava preso em Curitiba.
Na manifestação mais recente, Gleisi afirmou que a carta lida por Flávio Bolsonaro representaria uma afronta às medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração gerou comparações nas redes sociais, onde usuários lembraram que Lula também divulgava cartas e mensagens políticas durante o período em que esteve preso, inclusive por meio de aliados.
A repercussão levou diversos perfis a acusarem a ministra de adotar um tratamento diferente para situações semelhantes. Em uma das publicações mais compartilhadas, um internauta escreveu: “É por isso que querem regular a internet”, em referência ao fato de registros antigos continuarem circulando e sendo usados para confrontar declarações atuais.
O episódio voltou a alimentar o debate sobre coerência no discurso político e sobre o papel das redes sociais na preservação de arquivos públicos, que frequentemente ressurgem quando temas semelhantes voltam ao centro das discussões.







