Um projeto de lei apresentado por parlamentares da direita no Chile propõe que mulheres que se enquadrem nas hipóteses legais para interromper a gravidez sejam obrigadas a ouvir os batimentos cardíacos do feto antes da realização do procedimento.
A proposta reacendeu o debate sobre o aborto no país. Atualmente, a legislação chilena permite a interrupção da gravidez apenas em três situações: quando há risco de vida para a gestante, quando a gravidez é resultado de estupro ou quando o feto apresenta uma condição incompatível com a vida fora do útero.
Os autores do projeto afirmam que a medida busca garantir que a decisão seja tomada com acesso a todas as informações disponíveis sobre a gestação. Já organizações de defesa dos direitos das mulheres e entidades médicas criticam a iniciativa, argumentando que a exigência pode representar constrangimento psicológico e dificultar o acesso ao direito já previsto em lei para mulheres em situação de extrema vulnerabilidade.
A proposta ainda tramita no Congresso chileno e precisará passar pelas comissões e votações previstas no processo legislativo antes de uma eventual aprovação. Enquanto isso, o tema segue dividindo opiniões no país entre grupos favoráveis a regras mais restritivas sobre o aborto e defensores da manutenção ou ampliação dos direitos reprodutivos.







