Médico alegou falta de preparo e consultório exclusivo para mulheres cis.
Um ginecologista da cidade de Pau, na França, gerou controvérsia ao se recusar a atender uma paciente transexual. O profissional justificou sua decisão afirmando não possuir a qualificação necessária para tratar indivíduos trans e que sua clínica era dedicada exclusivamente a mulheres cisgênero.
O incidente veio à tona após o companheiro da paciente relatar o ocorrido em uma avaliação online. A reação do médico foi considerada hostil, com o uso de termos interpretados como ofensivos e preconceituosos, o que amplificou a discussão.
A situação rapidamente ganhou destaque, provocando indignação nas redes sociais e sendo amplamente divulgada pela imprensa nacional. O caso foi encaminhado ao Conselho de Médicos da Nova Aquitânia, órgão encarregado de investigar a ética profissional.
Após análise, o conselho impôs uma punição disciplinar ao ginecologista: uma suspensão de seis meses, sendo um mês com efeito imediato. Entidades de defesa dos direitos humanos apontaram o episódio como um claro sinal da discriminação enfrentada por pessoas trans no setor da saúde.







