A ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, criticou uma campanha do governo gaúcho de incentivo à vacinação contra o HPV que utiliza o slogan “Não seja um betinha!”. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que a peça faz uso de uma “linguagem redpill”, expressão associada a comunidades da internet que utilizam termos como “alfa” e “beta” para classificar homens.
Segundo Manuela, o governo banaliza um tema de saúde pública ao recorrer a um estereótipo de masculinidade para incentivar a vacinação. Para ela, campanhas institucionais deveriam priorizar informação clara e evidências científicas, em vez de utilizar referências culturais que possam desviar a atenção da principal mensagem: a proteção da saúde individual e coletiva.
A campanha do governo do Rio Grande do Sul buscou chamar a atenção do público jovem utilizando uma linguagem inspirada em memes e expressões populares da internet. A iniciativa, no entanto, dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto alguns usuários elogiaram o tom descontraído para ampliar o alcance da mensagem, outros concordaram com a crítica de Manuela e consideraram inadequado o uso do termo em uma campanha oficial.
O episódio gerou novo debate sobre os limites do uso de referências da cultura digital em campanhas de comunicação governamental, especialmente quando envolvem temas relacionados à saúde pública e vacinação.







