A ex-diretora executiva do capítulo do Black Lives Matter em Oklahoma City (BLM OKC) foi indiciada pela Justiça dos Estados Unidos sob acusações de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Segundo as autoridades federais, ela teria desviado US$ 3,15 milhões em doações que deveriam ser usadas para ações sociais e para o pagamento de fianças.
De acordo com a acusação, Tashella Sheri Amore Dickerson, de 52 anos, utilizou a posição de liderança dentro da organização para se apropriar indevidamente de recursos ao longo de vários anos. Parte do dinheiro teria sido obtida a partir de cheques de fiança devolvidos, que deveriam retornar ao caixa da entidade, mas acabaram sendo depositados em contas pessoais controladas por ela.
As investigações apontam que os valores desviados foram usados para despesas pessoais, incluindo viagens de lazer, compras em lojas de alto padrão, gastos elevados com alimentação, aquisição de um veículo e compra de imóveis em Oklahoma City, registrados em seu nome ou por meio de empresa ligada a ela.
O indiciamento inclui 20 acusações de fraude eletrônica e cinco de lavagem de dinheiro. Caso seja condenada, Dickerson pode enfrentar penas que somam décadas de prisão, além de multas milionárias. As autoridades também afirmam que relatórios financeiros enviados a entidades responsáveis pelo repasse das doações continham informações falsas, ocultando o uso pessoal dos recursos.
Apesar das acusações, a ex-diretora é considerada inocente até eventual condenação pela Justiça. O caso reacende debates sobre transparência e fiscalização no uso de doações destinadas a organizações e movimentos sociais.







