João de Deus teve a pena reduzida pela metade após decisões da Justiça de Goiás revisarem parte das condenações impostas ao médium. A soma das penas, que antes chegava a quase 500 anos de prisão, caiu para 214 anos, 1 mês e 20 dias de reclusão, além de um ano de detenção.
A redução aconteceu após recursos apresentados pela defesa, que questionaram critérios usados nas sentenças. Em alguns processos, a Justiça reconheceu prescrição e decadência do direito de representação, enquanto em outros houve revisão da dosimetria das penas e redução das condenações em segunda instância.
João de Deus responde por diversos crimes sexuais, incluindo estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. As investigações ganharam repercussão nacional em 2018, após centenas de mulheres denunciarem abusos durante atendimentos espirituais realizados em Abadiânia, Goiás. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás, 18 ações penais foram julgadas e dezenas de vítimas foram reconhecidas oficialmente nos processos.
Mesmo com a redução, o caso continua sendo um dos maiores escândalos de abuso sexual da história recente do Brasil. João de Deus segue cumprindo prisão domiciliar por causa da idade avançada e de problemas de saúde. Apesar da condenação ultrapassar 200 anos, a legislação brasileira limita o tempo máximo de prisão a 40 anos.







