O processo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, progrediu, contudo, ainda enfrenta resistência. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República inicialmente rejeitaram a proposta por considerá-la insuficiente. Nesta terça-feira (5), a defesa apresentou anexos adicionais em um pen drive para nova avaliação.
A primeira proposta, feita há cerca de duas semanas, foi considerada inadequada por não apresentar informações inéditas além do que já havia sido descoberto na Operação Compliance Zero, que resultou na primeira prisão do banqueiro em novembro de 2025. Vorcaro foi detido preventivamente pela segunda vez em 4 de março de 2026, durante a terceira fase da operação que apura a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília. Em 19 de março, ele assinou um termo de confidencialidade com a PF e a PGR, etapa inicial para um futuro acordo.
A investigação sugere que o Banco Master teria criado carteiras de crédito sem garantia e estabelecido um esquema de suborno a autoridades dos três Poderes. Segundo os investigadores, Vorcaro estaria ocultando nomes importantes já identificados em análises de celulares apreendidos. Oito aparelhos foram coletados, sendo o principal com aproximadamente 400 GB de dados e 8 mil vídeos. A análise está sendo realizada por equipes em Brasília, São Paulo e Minas Gerais, com reforço de pessoal.







