Um áudio contendo falas de cunho racista, homofóbico e machista, atribuído ao cabeleireiro Diego Beserra Ernesto, ganhou grande repercussão nas plataformas digitais.
No conteúdo, Diego expressa que se recusa a empregar indivíduos que ele classifica como “gordo, petista, preto, feminista e viado”. Essa declaração surgiu durante um diálogo com um colega de profissão que considerava contratar uma auxiliar negra, com sobrepeso e cabelos curtos. A defesa de Diego, no entanto, argumenta que a conversa foi distorcida e retirada de seu contexto original.
O material foi recebido por Jeferson Dornelas em 12 de janeiro. Jeferson, que alugava um espaço no salão de Diego, localizado em Perdizes, zona oeste de São Paulo, onde atendia seus próprios clientes, havia feito uma proposta de trabalho a uma assistente negra, gorda e de cabelo curto, que acabou recusando a oferta. Segundo Jeferson, Diego reagiu ao saber da desistência da assistente, enviando o áudio em questão. Jeferson relata que, embora Diego já tivesse demonstrado comportamentos semelhantes, nunca havia se expressado de maneira tão explícita.
No áudio, Diego detalha suas “regras” de contratação: “Eu coloquei uma regra ‘pra’ mim. Eu não contrato gordo, petista e não contrato preto. No caso do preto, alguns se fazem de vítima da sociedade. No caso da mulher tem duas coisas. Gorda e preta. Ela não cuida nem do próprio corpo. Como vai ter responsabilidade na vida? Essa minas que usam cabelo curto é [sic] feminista. A gente não sabe. Eu não sei. Não ‘tô’ generalizando, dizendo que todas são, mas tem uma grande probabilidade de ser feminista. Feminista é um saco, mano! Você não pode falar nada. Esqueci de falar, mano. Não contrato mais viado. Só se a pessoa estiver mentindo.”
– Alex Lopes







