Dados do IBGE mostram que o Brasil ainda possui cerca de 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever. Desse total, aproximadamente 4,8 milhões vivem no Nordeste, região que concentra mais da metade dos analfabetos do país.
Os números reacenderam o debate político nas redes sociais. Críticos do PT lembram que o partido esteve no comando da Presidência da República por mais de duas décadas, considerando os mandatos de Lula e Dilma Rousseff, e questionam por que o país ainda convive com índices tão elevados de analfabetismo.
Também é destacado que o Nordeste, principal reduto eleitoral de Lula nas últimas eleições, continua apresentando os piores indicadores de alfabetização do Brasil. Para os críticos, os dados levantam dúvidas sobre a efetividade das políticas públicas implementadas ao longo dos anos na área da educação.
Por outro lado, especialistas em educação afirmam que o analfabetismo é um problema histórico e multifatorial, relacionado à pobreza, às desigualdades regionais e ao fato de grande parte da população analfabeta ser formada por pessoas idosas que não tiveram acesso adequado à educação no passado.
Apesar de a taxa nacional de analfabetismo ter atingido o menor nível da série histórica recente, os dados mostram que milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades de alfabetização. A permanência de índices elevados no Nordeste continua alimentando discussões sobre os desafios educacionais do país e a necessidade de políticas públicas mais eficazes para enfrentar o problema.







