Imagens de presídios de segurança máxima voltaram a gerar repercussão nas redes sociais após usuários compartilharem registros de detentos dormindo sobre estruturas metálicas sem colchões. O modelo tem sido associado principalmente ao sistema penitenciário adotado por El Salvador no combate às facções criminosas. 
Nas chamadas megaprisões, presos considerados de alta periculosidade permanecem sob rígido regime de isolamento, com restrições severas de conforto e circulação. Registros divulgados por autoridades salvadorenhas mostram celas com estruturas metálicas utilizadas como camas, sem colchões, travesseiros ou cobertores convencionais. 
A política é defendida por apoiadores do governo como uma forma de endurecer o combate ao crime organizado e retirar privilégios de integrantes de facções. Críticos, por outro lado, afirmam que as condições podem gerar questionamentos relacionados a direitos humanos e à dignidade dos detentos. 
Casos envolvendo retirada de colchões e condições precárias de encarceramento também já foram registrados em presídios brasileiros em diferentes estados, normalmente associados a denúncias de superlotação, operações de segurança ou falta de estrutura nas unidades prisionais. 
Portanto, a informação de que existem presídios onde detentos são obrigados a dormir sobre chapas de metal sem colchões é verdadeira em relação a modelos prisionais divulgados internacionalmente, especialmente em El Salvador. Porém, a situação não corresponde a uma política geral de todos os sistemas penitenciários e varia conforme o país e a unidade prisional. 







