A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG), candidata à reeleição, declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 30 mil para a disputa de 2026. O valor chama atenção quando comparado ao patrimônio informado pela parlamentar em eleições anteriores, especialmente em 2020, quando declarou aproximadamente R$ 57 mil.
Naquele ano, quando foi eleita vereadora de Belo Horizonte, Duda informou possuir um Fiat Strada avaliado em R$ 32 mil, além de dinheiro em conta corrente, previdência privada e aplicação de renda fixa.
Dois anos depois, na eleição em que conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, o patrimônio declarado caiu para cerca de R$ 26,7 mil. Em 2024, durante a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, foram informados R$ 22,8 mil. Agora, em 2026, o montante voltou a subir, chegando a R$ 30 mil, mas ainda permanece bem abaixo daquele declarado seis anos atrás.
A evolução patrimonial desperta curiosidade especialmente por envolver uma parlamentar que recebe remuneração de deputada federal e construiu sua atuação política defendendo políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à melhoria das condições de vida da população.
A comparação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também aparece no debate político. Lula já apresentou redução do patrimônio declarado entre eleições anteriores, situação frequentemente explorada por adversários e internautas em discussões sobre a capacidade dos políticos de administrar recursos enquanto prometem melhorar a situação econômica dos brasileiros.
É importante destacar, contudo, que uma redução no patrimônio declarado ao TSE não significa, por si só, má administração financeira. Bens podem ser vendidos, recursos podem ser gastos, transferidos ou utilizados para quitar obrigações, e as declarações eleitorais representam os bens e direitos informados pelo candidato naquele momento. Portanto, a afirmação de que Duda e Lula “não administram bem nem as próprias finanças”, presente no título, constitui uma avaliação crítica/editorial, e não uma conclusão que possa ser comprovada apenas pelos números declarados.
Ainda assim, os dados fornecem combustível para o debate nas redes sociais: afinal, políticos que apresentam propostas para melhorar a situação econômica do cidadão também acabam tendo suas próprias escolhas financeiras e evolução patrimonial submetidas ao escrutínio público.







