Mesmo com 13º e festas, vendas caem e marcam o pior mês do ano.
O varejo alimentício encerrou dezembro de 2025 com um desempenho frustrante, considerado o pior do ano, mesmo em um mês que tradicionalmente é impulsionado pelas festas de fim de ano e pelo pagamento do 13º salário. Diferentemente do que ocorreu durante a pandemia, quando o consumo doméstico sustentou as vendas, o setor agora enfrenta retração mesmo sem restrições de circulação, evidenciando um enfraquecimento do poder de compra das famílias.
Apesar da estabilização dos preços dos alimentos a partir de junho — fator decisivo para manter a inflação anual abaixo do limite de 4,5% —, as vendas não reagiram. A análise é da Scanntech, plataforma que acompanha cerca de 13,5 bilhões de transações por ano diretamente nos pontos de venda, oferecendo um retrato preciso do comportamento do consumidor.
Segundo os dados, em dezembro do ano passado as vendas de alimentos caíram 5,5% em volume de unidades na comparação com dezembro de 2024, considerando todos os formatos de varejo, como mercadinhos, supermercados, hipermercados e atacarejos. Foi o único mês de 2025 a registrar queda anual também na receita, um resultado atípico para o período e que reforça a percepção de que o consumo atual está em nível inferior ao observado durante a pandemia.







