Governo cubano propõe retomada da cooperação e exige respeito mútuo em resposta a Trump.
O governo cubano manifestou interesse em restabelecer e expandir a colaboração em segurança com os Estados Unidos. A declaração, divulgada em 1º de fevereiro de 2026, é uma resposta às sinalizações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre possíveis negociações para evitar ações militares contra a ilha.
Contudo, Cuba estabelece como condição para o diálogo o respeito recíproco e a preservação de sua soberania. A manifestação surge após Trump indicar a possibilidade de um acordo, mencionando contato com “as pessoas mais altas” da administração cubana. O Ministério das Relações Exteriores de Cuba reiterou sua condenação ao terrorismo e afirmou o compromisso de cooperar para fortalecer a segurança regional e internacional, negando veementemente abrigar ou apoiar grupos terroristas. Contatos anteriores com indivíduos posteriormente classificados como terroristas ocorreram, segundo a pasta, apenas em contextos humanitários e de processos de paz reconhecidos.
O país destaca que não representa ameaça à segurança dos EUA e mantém uma política rigorosa contra o terrorismo, incluindo tolerância zero para financiamento e lavagem de dinheiro. Cuba propõe renovar a cooperação técnica em áreas como combate ao terrorismo, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, segurança cibernética, tráfico de pessoas e crimes financeiros. A chancelaria enfatiza que o diálogo construtivo e a coexistência pacífica beneficiam ambos os povos, defendendo uma relação baseada no direito internacional e em interesses mútuos.







