O deputado estadual Binho Galinha (Avante-BA) teve sua candidatura à reeleição oficializada pelo partido, mesmo estando preso preventivamente e condenado, em primeira instância, a 36 anos e 9 meses de prisão. O parlamentar foi representado por sua irmã durante a convenção partidária, já que está detido desde julho deste ano.
A condenação foi proferida pela Justiça da Bahia no âmbito da Operação El Patrón, que investigou crimes relacionados ao Estatuto do Desarmamento. A sentença determinou o cumprimento da pena em regime fechado, mas a defesa recorre da decisão. Como a condenação ainda não transitou em julgado, seus direitos políticos permanecem válidos, o que permite o registro da candidatura, conforme prevê a legislação eleitoral.
Binho Galinha integra o partido Avante, legenda que compõe a base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia. A manutenção de sua candidatura gerou críticas e debates nas redes sociais, especialmente pelo fato de o parlamentar tentar a reeleição enquanto permanece preso.
O caso ainda depende da análise da Justiça Eleitoral, que decidirá se a candidatura poderá seguir até o pleito ou se haverá impedimento em razão do andamento do processo judicial.







