Aliados de Flávio Bolsonaro afirmam que, caso ele seja eleito presidente, a cobrança pela abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes continuará entre as pautas da direita no Senado. Durante a campanha, Flávio intensificou as críticas ao magistrado e chegou a afirmar que, em um eventual governo, considera um cenário com Moraes fora do Supremo. Parlamentares aliados também vêm articulando mudanças para facilitar a análise de pedidos de impeachment de ministros da Corte.
Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, afirmou recentemente que procurou o ministro Gilmar Mendes para defender a manutenção do diálogo institucional entre um eventual governo Bolsonaro e o STF. Apesar disso, Marinho sustentou que ministros que eventualmente tenham cometido crimes de responsabilidade devem ser investigados pelo Senado. “Não queremos vingança. Queremos que a Constituição seja respeitada”, declarou o senador.
O avanço de qualquer processo, porém, dependeria principalmente da composição do Senado. Uma decisão de Gilmar Mendes elevou para dois terços — 54 dos 81 senadores — o quórum para admissão e aprovação de impeachment contra ministro do STF. O ministro posteriormente recuou no ponto que restringia exclusivamente ao procurador-geral da República a apresentação das denúncias, mantendo a exigência do quórum qualificado.







