A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), conhecida por se posicionar contra a redução da maioridade penal, afirmou que teve sua escolta de segurança suspensa por decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Segundo reportagem da GloboNews, a medida foi adotada sem aviso prévio, apesar de a parlamentar afirmar ser alvo de ameaças que seguem sob investigação. A suspensão ocorreu após uma série de embates entre os dois no Congresso Nacional.
Recentemente, Talíria voltou a defender sua posição contrária à proposta de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Durante a discussão da PEC na Comissão de Constituição e Justiça, a deputada afirmou que a medida é uma “falsa solução” para a violência, sustentando que o fortalecimento do combate às organizações criminosas seria mais eficaz do que a mudança na legislação. Também declarou que atuará para impedir o avanço da proposta na Câmara.
De acordo com a parlamentar, a retirada da escolta ocorreu logo após ela intensificar críticas ao presidente da Câmara durante sessões no plenário. O caso gerou repercussão entre deputados e reacendeu o debate sobre os critérios para concessão e manutenção de proteção institucional a parlamentares que relatam riscos à própria segurança.
Até o momento, a Presidência da Câmara foi cobrada a esclarecer os motivos da suspensão e se a decisão levou em consideração os relatórios de segurança existentes sobre a deputada.







