O Brasil recebeu 75.599 pedidos de refúgio no último ano, segundo o relatório Refúgio em Números 2026, divulgado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). Desse total, 41.919 pedidos partiram de cidadãos cubanos, fazendo de Cuba o país com o maior número de solicitantes de refúgio em território brasileiro.
Os números reacenderam o debate nas redes sociais sobre a situação econômica e política da ilha caribenha. Internautas passaram a questionar o contraste entre a grande quantidade de cubanos que deixam seu país em busca de oportunidades e proteção em outras nações e a inexistência de registros de brasileiros defensores do regime cubano se mudando para Cuba para pedir refúgio.
Críticos do regime afirmam que o elevado fluxo migratório de cubanos é um indicativo das dificuldades enfrentadas pela população local e argumentam que a migração em massa representa uma forma de voto com os pés, quando pessoas deixam seu país em busca de melhores condições de vida. Já apoiadores do governo cubano costumam atribuir parte das dificuldades da ilha às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
A divulgação dos dados também alimentou discussões políticas no Brasil, onde o modelo cubano frequentemente é alvo de debates ideológicos. Para muitos usuários das redes sociais, os números levantam uma pergunta provocativa: se o sistema cubano é frequentemente elogiado por alguns brasileiros, por que não há registros de brasileiros se mudando para Cuba em busca de refúgio?







