O número de pessoas mortas durante as operações policiais realizadas após o atentado contra o tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos subiu para seis, segundo as informações mais recentes das investigações. As ações foram conduzidas por equipes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), que intensificaram as buscas pelos envolvidos no ataque ocorrido em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
O tenente foi baleado na cabeça e permanece como vítima do atentado. Ele é conhecido por ser irmão de Eloá Pimentel, jovem que ficou nacionalmente conhecida após o caso de cárcere privado que terminou em sua morte, em 2008.
De acordo com a Polícia Civil, o crime foi planejado por um grupo organizado, com divisão de funções entre os participantes. Até o momento, três suspeitos foram presos temporariamente. Dois deles são investigados por fornecer apoio logístico e os veículos utilizados para monitorar a rotina do policial, enquanto o terceiro confessou ter ocultado a motocicleta usada na fuga dos atiradores.
O principal suspeito de efetuar os disparos foi identificado como Hércules da Costa Siqueira, conhecido pelos apelidos de “Golias” e “Peruca”. Com prisão temporária decretada, ele segue foragido e teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. O Governo do Estado de São Paulo oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à sua localização.
Durante a operação, a Polícia Militar informou posteriormente que duas das seis pessoas mortas inicialmente apontadas como suspeitas não apresentavam indícios comprovados de participação no atentado, segundo a apuração realizada até o momento. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar todos os envolvidos.







