Um estudo conhecido como “Epidemiologia do Esgoto”, realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e por peritos da Polícia Federal, apontou que o consumo de cocaína na capital federal pode chegar a cerca de oito toneladas por ano. Segundo os dados divulgados à época, esse volume seria aproximadamente 22 vezes maior do que o registrado em um estudo semelhante realizado em Chicago, nos Estados Unidos.
A pesquisa analisou amostras coletadas em diferentes pontos do sistema de esgoto do Distrito Federal ao longo de vários anos. A metodologia busca estimar o consumo de substâncias a partir dos resíduos encontrados nas redes de tratamento de esgoto, técnica utilizada em diversos países para monitorar padrões de consumo de drogas.
De acordo com o levantamento, a região da Asa Norte apresentou os maiores índices de consumo entre as áreas analisadas. Os pesquisadores também identificaram aumento da concentração da substância aos fins de semana, especialmente aos sábados.
Os números chamaram atenção por colocarem Brasília acima de cidades internacionais utilizadas como referência em estudos semelhantes. Segundo a divulgação da pesquisa, o consumo estimado na capital federal também seria cerca de seis vezes superior ao registrado em Milão, na Itália.
O estudo voltou a ser lembrado nas redes sociais nos últimos dias, gerando debates sobre políticas de combate ao tráfico, prevenção ao uso de drogas e os desafios enfrentados pelas autoridades de segurança e saúde pública.







