O Exército Brasileiro determinou que todos os militares da Força realizem um curso obrigatório sobre redes sociais, combate à desinformação e segurança digital. A capacitação será oferecida de forma online e faz parte de uma iniciativa coordenada pelo Estado-Maior do Exército para orientar o uso da internet e fortalecer a comunicação institucional.
A medida ocorre em um momento em que a própria Força enfrenta restrições orçamentárias. Em maio de 2026, o governo federal bloqueou parte dos recursos destinados ao Ministério da Defesa para cumprir as regras fiscais. Do total contingenciado, cerca de R$ 1,5 bilhão atingiu diretamente o Exército, impactando o planejamento de diversas ações.
Com a redução de recursos, operações extras de combate ao tráfico de drogas, contrabando e garimpo ilegal que estavam previstas para regiões de fronteira acabaram sendo suspensas antes mesmo de serem iniciadas. Os principais impactos atingiram áreas sob responsabilidade dos Comandos Militares da Amazônia e do Oeste.
Apesar dos cortes, o Exército afirma que o patrulhamento permanente das fronteiras continua funcionando normalmente por meio da Operação Escudo. Segundo a instituição, postos de fiscalização, inspeções fluviais e atividades rotineiras de vigilância permanecem em operação.
O treinamento obrigatório sobre redes sociais foi desenvolvido pelo Centro de Estudos de Pessoal e, segundo o Exército, tem como objetivo orientar os militares sobre segurança da informação, uso consciente da internet e proteção contra a disseminação de informações falsas. A instituição afirma ainda que a iniciativa busca preservar sua credibilidade e fortalecer sua comunicação estratégica.
A decisão gerou debates porque ocorre em meio à continuidade do bloqueio orçamentário que, segundo informações divulgadas até o momento, ainda mantém suspensas algumas ações adicionais de reforço nas fronteiras brasileiras.
Agência Brasil /CNN Brasil / Poder360







