O crescimento da presença de trabalhadores chineses no Brasil voltou a gerar debate nas redes sociais após reportagem mostrar que empresas estão trazendo mais de mil chineses por mês para atuar no país. Segundo dados do Ministério da Justiça compilados pela Folha de S.Paulo, cidadãos chineses representaram 38% das autorizações de trabalho concedidas a estrangeiros no primeiro trimestre de 2026.
A Bahia aparece como um dos principais focos dessa movimentação por conta da instalação de grandes empresas chinesas, especialmente no setor automotivo. A cidade de Camaçari, que sofreu forte impacto econômico após o fechamento da Ford, passou a receber investimentos ligados à BYD e outras companhias asiáticas. Segundo executivos do setor, parte dos profissionais chineses vem ao Brasil para treinamento técnico e transferência de tecnologia.
Nas redes sociais, o tema gerou críticas e comparações envolvendo desemprego, Bolsa Família e qualificação profissional. Internautas questionaram por que empresas recorrem à contratação de estrangeiros enquanto milhões de brasileiros ainda dependem de programas sociais. Outros argumentaram que os trabalhadores chineses ocupam funções especializadas temporárias e que os investimentos podem gerar empregos nacionais no longo prazo.
A própria BYD afirma que os chineses representam uma pequena parcela da mão de obra prevista no Brasil e que a maioria dos funcionários contratados é brasileira. A empresa também negou rumores de que pretende substituir trabalhadores locais por estrangeiros em larga escala.







