O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conseguiu deixar o Brasil mesmo após a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia proibido sua saída do país e ordenado a entrega de seus passaportes à Polícia Federal. Na noite de terça-feira (27), Flávio atravessou a fronteira com a Argentina acompanhado da esposa e das duas filhas. De lá, embarcou em um avião particular, fez escala no Equador e desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, na manhã de quarta-feira (28). A operação surpreendeu autoridades brasileiras e passou a ser interpretada por apoiadores como o início de um exílio político.
O episódio também provocou questionamentos sobre a capacidade de fiscalização das fronteiras brasileiras. Em nota oficial, a Polícia Federal reconheceu que não havia registro de saída do senador pelos postos migratórios brasileiros, apesar do cancelamento dos passaportes e da emissão de um alerta migratório. A corporação esclareceu, entretanto, que as restrições não autorizavam automaticamente uma prisão ou vigilância permanente. Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, nega irregularidades e considera as medidas judiciais uma forma de perseguição política. Nos Estados Unidos, recebeu uma autorização humanitária de permanência por um ano, segundo a imprensa americana e brasileira.
A história do Brasil registra importantes figuras políticas que deixaram o território nacional em momentos de ruptura institucional. Dom Pedro II foi obrigado a partir para a Europa em 1889, após a Proclamação da República. Em 1964, o presidente João Goulart seguiu para o Uruguai depois do golpe militar, enquanto Leonel Brizola também buscou refúgio no exterior e permaneceu afastado do Brasil até a anistia de 1979. Esses personagens continuaram ocupando espaço na história política brasileira mesmo distantes do país.
No cenário internacional, um dos episódios mais conhecidos é o de Charles de Gaulle, que deixou a França em 1940, durante a Segunda…







