Ajuda humanitária reforça laços enquanto Washington endurece postura contra a ilha caribenha.
A China enviará 30.000 toneladas de arroz para Cuba, uma iniciativa que integra um programa emergencial de auxílio alimentar. Os primeiros carregamentos já chegaram à ilha caribenha nos dias 19 e 20 de janeiro de 2026, com o objetivo de mitigar a escassez de suprimentos.
Este gesto de Pequim ocorre em um período de crescente pressão dos Estados Unidos sobre Cuba. Após a ação militar norte-americana na Venezuela, que culminou na prisão de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, Washington endureceu sua política, sinalizando com a possibilidade de intervenção na ilha. No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciaram o recrudescimento das sanções, com Trump declarando que Cuba não receberá mais petróleo ou fundos venezuelanos e cobrando um acordo com os EUA.
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, afirmou na última semana que não há diálogo em andamento com o governo americano, exceto para questões migratórias. Ele expressou disposição para conversar com Trump, desde que o diálogo se baseie em “igualdade soberana, respeito mútuo, princípios do Direito Internacional e benefício recíproco”.
Autoridades cubanas e o embaixador chinês em Cuba, Hua Xin, estiveram presentes na cerimônia de entrega do primeiro lote de arroz. O diplomata ressaltou que a doação simboliza a profunda amizade entre as duas nações, declarando que “nenhum bloqueio poderá extinguir a chama da esperança e nenhuma dificuldade poderá impedir o progresso. A China está disposta a continuar fortalecendo a cooperação com Cuba para superar os desafios atuais e impulsionar ainda mais a construção de uma comunidade China-Cuba”.







