A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a defender uma maior presença feminina nos espaços de poder e afirmou que haverá igualdade na Corte quando suas 11 cadeiras já tiverem sido ocupadas simultaneamente por mulheres.
A declaração foi feita durante a Flip 2026, a Festa Literária Internacional de Paraty, em 24 de julho. Ao comentar a atual composição do Supremo, Cármen Lúcia afirmou: “Haverá igualdade no Supremo quando houver 11 mulheres, como já houve 11 homens. Garanto até cotas para homens”. A declaração foi feita em tom bem-humorado e arrancou reação da plateia.
Atualmente, Cármen Lúcia é a única mulher entre os 11 integrantes do STF. Desde a criação da Corte, apenas três mulheres chegaram ao cargo de ministra: Ellen Gracie, Cármen Lúcia e Rosa Weber.
A magistrada relacionou a baixa presença feminina no Supremo à participação das mulheres em outros espaços políticos. Segundo ela, enquanto a representação feminina no Congresso continuar reduzida, também será difícil ampliar a presença de mulheres na mais alta Corte do país.
Não foi a primeira vez que Cármen Lúcia apresentou essa ideia. Em março deste ano, durante o evento “Todos e Todas Contra o Feminicídio”, ela também defendeu maior presença feminina nos espaços de poder e sustentou que a igualdade no Supremo passaria por uma composição formada pelas 11 ministras.
A declaração voltou a repercutir nas redes sociais, provocando discussões sobre representatividade, igualdade de gênero e quais critérios devem prevalecer na escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal.







