A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira votação um projeto de lei que pode mudar completamente a realização da Parada do Orgulho LGBT+ na capital paulista. O texto, de autoria do vereador Rubinho Nunes, prevê que eventos ligados à pauta LGBTQIA+ ocorram apenas em locais fechados e proíbe a presença de crianças e adolescentes, mesmo acompanhados pelos responsáveis.
A proposta também impede a interdição de vias públicas para esse tipo de evento e estabelece que a comunicação visual informe classificação indicativa para maiores de 18 anos. O projeto ainda precisa passar por nova votação antes de seguir para sanção ou veto do prefeito Ricardo Nunes.
O tema gerou forte repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões. Defensores do projeto afirmam que a medida busca proteger menores de conteúdos considerados inadequados e reduzir impactos no trânsito e na cidade. Já críticos dizem que a proposta seria inconstitucional e acusam o texto de discriminar a comunidade LGBTQIA+, além de tentar inviabilizar um dos maiores eventos turísticos de São Paulo.
A ParadaSP declarou que continuará defendendo a realização da parada nas ruas da Avenida Paulista e classificou o projeto como “LGBTfóbico” e contrário à liberdade de manifestação. Segundo dados da prefeitura citados pela imprensa, a Parada LGBT movimenta centenas de milhões de reais na economia paulistana todos os anos.







