Um trabalhador da fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, chamou atenção ao fazer um forte desabafo sobre o tratamento que, segundo ele, funcionários brasileiros vêm recebendo de gerentes chineses na unidade.
No relato, o funcionário comparou a situação com as dificuldades enfrentadas por brasileiros que vivem no exterior. Ele citou especificamente Estados Unidos e Portugal para questionar como trabalhadores poderiam sofrer tratamento que considera humilhante também dentro do próprio Brasil.
“O brasileiro vai para os EUA e é humilhado pelos americanos. Vai para Portugal e é tratado mal pelos portugueses. Aí chegam os chineses aqui no Brasil e dão chicotadas no brasileiro, no seu próprio país? Está certo isso?”, questionou o trabalhador.
A fala demonstra a insatisfação com a relação entre trabalhadores brasileiros e integrantes chineses da gestão da unidade de Camaçari. A afirmação sobre “chicotadas” faz parte do relato do funcionário e deve ser entendida como uma alegação, não como um fato comprovado sem apuração independente.
O caso levanta questionamentos sobre as relações de trabalho dentro de grandes empresas estrangeiras instaladas no país e sobre a obrigação de que funcionários brasileiros tenham seus direitos e sua dignidade respeitados, independentemente da nacionalidade dos responsáveis pela administração.







