O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi definido como relator de um processo que envolve o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), reacendendo debates nas redes sociais sobre imparcialidade e possíveis conflitos de interesse. A escolha chamou atenção porque Zanin atuou por anos como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e protagonizou diversos embates jurídicos contra Moro durante a Operação Lava Jato.
Nas redes sociais, críticos da decisão afirmam que a situação representa uma inversão de papéis no sistema de Justiça e defendem que o ministro deveria avaliar a possibilidade de se declarar impedido ou suspeito, diante do histórico de confrontos com o ex-juiz. Já especialistas lembram que as regras sobre impedimento e suspeição são definidas pela legislação e devem ser analisadas caso a caso, conforme o objeto de cada processo. Durante sua sabatina no Senado, em 2023, o próprio Zanin afirmou que examinaria eventuais hipóteses de impedimento de acordo com a lei, sem adotar um critério automático para casos ligados à Lava Jato.
Até o momento, não há decisão de mérito no processo envolvendo Moro, e a definição da relatoria, por si só, não antecipa o resultado do julgamento. O caso deverá seguir a tramitação normal no Supremo conforme os procedimentos da Corte.







