Brasil fica fora de acordo assinado por cinco países sul-americanos para combater o crime organizado
Chile, Argentina, Peru, Equador e Bolívia assinaram o chamado “Compromisso de Santiago”, um acordo regional criado para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado transnacional, ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro. O documento prevê compartilhamento de informações, coordenação entre forças de segurança e ações conjuntas para enfrentar organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais. O Brasil não participou da reunião nem assinou o compromisso.
Segundo os governos participantes, o avanço das facções criminosas e do tráfico internacional exige uma resposta coordenada entre os países da região. O grupo pretende elaborar um plano de ação com metas concretas e voltar a se reunir nos próximos meses para avaliar os resultados alcançados.
A ausência do Brasil chamou atenção por se tratar da maior economia da América do Sul e de um país que enfrenta desafios significativos relacionados ao crime organizado. O tema gerou debates entre políticos e analistas, especialmente porque facções brasileiras possuem atuação que ultrapassa as fronteiras nacionais e influência rotas internacionais do tráfico de drogas.
Enquanto os cinco países avançam em uma estratégia conjunta de segurança regional, o Brasil ficou de fora da iniciativa. A situação alimentou críticas de opositores ao governo, que apontam perda de protagonismo diplomático em temas estratégicos para a segurança do continente. Já o governo brasileiro tem defendido programas próprios de combate ao crime organizado e cooperação internacional por outros canais.







