Ministros e aliados buscam mudança de regime para ex-presidente.
A possibilidade de Jair Bolsonaro ser transferido da prisão para o regime domiciliar está sendo discutida por diversas figuras importantes. Conforme informações da coluna Malu Gaspar, do jornal O Globo, não só a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, estão envolvidos, mas também ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm sinalizado apoio nos bastidores para essa alteração.
Relatos apontam que o ministro Gilmar Mendes teve um papel ativo para que Michelle Bolsonaro fosse recebida em audiência em 15 de maio pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo da trama golpista. Mendes teria inclusive conversado com a ex-primeira-dama, manifestando apoio à prisão domiciliar e mencionando a saúde do ex-presidente. Em conversas privadas, ele enfatiza que a decisão final é de Moraes, com quem mantém uma relação próxima no âmbito institucional.
Outro ministro que demonstrou ser favorável à mudança é Kassio Nunes Marques, nomeado por Bolsonaro para o STF. A apuração indica que Nunes Marques também comunicou a Moraes que considera a prisão domiciliar uma opção apropriada, considerando a condição de saúde de Bolsonaro. Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques fazem parte da Segunda Turma do STF, não tendo participado do julgamento da Primeira Turma que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Nos círculos políticos e judiciais, a preocupação com uma possível piora na saúde do ex-presidente é citada como o principal motivo por trás dessas articulações.







