O escândalo de corrupção que abalou a FIFA teve um dos seus capítulos mais marcantes quando autoridades dos Estados Unidos solicitaram à Suíça o bloqueio de aproximadamente US$ 80 milhões mantidos em contas bancárias ligadas a dirigentes e investigados por supostos esquemas de corrupção no futebol internacional.
O pedido fez parte da ampla investigação conduzida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que apurava suspeitas de pagamento de propinas, lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas à comercialização de direitos de transmissão e marketing de competições organizadas pela entidade.
As autoridades suíças atenderam à solicitação de cooperação internacional, determinando o congelamento de dezenas de contas bancárias e o envio de documentos financeiros para auxiliar as investigações americanas. Segundo informações divulgadas na época, os recursos bloqueados poderiam ser confiscados caso a Justiça confirmasse sua origem ilícita.
O caso resultou em uma das maiores crises da história da FIFA, levando à prisão e ao indiciamento de diversos dirigentes e executivos ligados ao futebol mundial. As investigações também provocaram mudanças profundas na administração da entidade e abriram caminho para uma ampla reformulação em seus mecanismos de governança e compliance.







