Uma declaração do deputado estadual Professor Josemar (PSOL) durante participação em um podcast gerou debates nas redes sociais sobre intolerância religiosa e discriminação contra praticantes de religiões de matriz africana.
Ao comentar situações que, segundo ele, ainda ocorrem no cotidiano, o parlamentar afirmou que pessoas ligadas a essas religiões enfrentam preconceito em diferentes ambientes, inclusive em serviços de transporte por aplicativo.
“Nós não podemos aceitar que crianças sejam discriminadas por usar qualquer adereço de sua religião. Nós não podemos aceitar que pessoas tenham suas corridas no Uber canceladas por irem ao terreiro, por vestirem branco. Eu, ainda mais como figura pública, nunca irei me calar”, declarou.
A fala repercutiu entre apoiadores e críticos. Defensores da posição do deputado afirmam que a intolerância religiosa continua sendo uma realidade no Brasil e que manifestações de fé devem ser respeitadas independentemente da religião praticada. Já opositores questionaram a existência de discriminação sistemática desse tipo e cobraram dados que comprovem a frequência desses episódios.
A intolerância contra religiões de matriz africana é tema recorrente em debates públicos e já foi alvo de campanhas de conscientização promovidas por órgãos públicos e entidades da sociedade civil. Casos envolvendo discriminação por vestimentas, símbolos religiosos e locais de culto costumam gerar discussões sobre liberdade religiosa e direitos fundamentais.







