O economista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e uma das principais referências da economia brasileira, afirmou que não descarta a possibilidade de o Brasil enfrentar uma recessão em 2027. A declaração foi dada durante entrevista ao jornal Valor Econômico, ao comentar os desafios fiscais e o cenário econômico para os próximos anos.
Segundo Fraga, a combinação de elevado endividamento público, crescimento das despesas obrigatórias e dificuldades para equilibrar as contas do governo pode comprometer a confiança dos investidores e afetar o ritmo da atividade econômica. Para ele, a trajetória fiscal do país exige medidas estruturais que garantam maior previsibilidade e sustentabilidade das finanças públicas.
Ao analisar o cenário, o economista afirmou que uma recessão em 2027 não pode ser descartada caso os desequilíbrios fiscais persistam. Ele ressaltou que o Brasil precisa avançar em reformas que permitam controlar o crescimento dos gastos públicos, reduzir incertezas e criar um ambiente mais favorável ao investimento e ao crescimento econômico.
As declarações repercutiram entre economistas e agentes do mercado financeiro. Enquanto alguns avaliam que o alerta reforça a necessidade de maior responsabilidade fiscal, outros defendem que ainda há tempo para o governo adotar medidas capazes de evitar um cenário de desaceleração mais intensa.
Arminio Fraga presidiu o Banco Central entre 1999 e 2002, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, e é reconhecido como um dos economistas mais influentes do país, tendo atuado também no mercado financeiro internacional e fundado a Gávea Investimentos.







