Após Trump acabar com financiamento da USAID, aliados apontam mudança no cenário político da América do Sul
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reduzir drasticamente os programas da USAID voltou a alimentar debates sobre a influência de organizações internacionais na política latino-americana. Em 2025, o governo americano anunciou o cancelamento de grande parte dos contratos e programas da agência, com cortes que atingiram mais de 80% das iniciativas anteriormente financiadas.
Nas redes sociais, apoiadores da medida passaram a afirmar que, após o enfraquecimento da USAID, candidatos de esquerda deixaram de registrar vitórias eleitorais relevantes na América do Sul. No entanto, especialistas apontam que não há evidências que comprovem uma relação direta entre os cortes da agência e os resultados eleitorais da região. As disputas políticas sul-americanas envolvem fatores econômicos, sociais e nacionais muito mais amplos.
A USAID foi criada em 1961 e atuou durante décadas financiando projetos ligados a desenvolvimento, assistência humanitária, fortalecimento institucional e organizações da sociedade civil em diversos países. O governo Trump justificou os cortes alegando a necessidade de eliminar gastos considerados desnecessários e programas que, segundo a Casa Branca, interferiam em assuntos políticos de outras nações.
Críticos da decisão afirmam que a redução dos recursos prejudicou projetos sociais e organizações que dependiam do financiamento americano. Já defensores da medida argumentam que o encerramento dos repasses reduziu a influência externa sobre governos e processos políticos na América Latina.
Embora o debate continue intenso, a afirmação de que “nenhum presidente de esquerda se elegeu na América do Sul após os cortes da USAID” permanece uma interpretação política e não um fato comprovado por estudos ou análises eleitorais independentes.







