A declaração do Itamaraty de que os Estados Unidos poderiam realizar uma ação militar em território brasileiro gerou repercussão e foi contestada pelo governo norte-americano. A avaliação constava em um documento oficial assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviado ao Congresso Nacional.
Em resposta, o governo dos Estados Unidos classificou essa interpretação como “absurda” e reafirmou que a decisão de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas não significa que exista qualquer plano de intervenção militar no Brasil.
Após a repercussão, o Itamaraty foi questionado sobre quais informações embasaram essa conclusão, mas não apresentou uma explicação pública. Segundo reportagens, o episódio também provocou desconforto no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria repreendido Mauro Vieira pela elaboração e envio do documento, embora o Ministério das Relações Exteriores negue oficialmente que essa conversa tenha ocorrido.
Fonte: Poder360.







