A declaração de Fernando Haddad de que pretende dar prioridade à segurança pública provocou reação imediata do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Derrite ironizou a fala do petista e questionou a coerência do discurso diante do histórico do Partido dos Trabalhadores (PT) em temas relacionados ao combate à criminalidade.
Segundo Derrite, não faz sentido Haddad se apresentar como uma referência em segurança pública enquanto seu partido, na visão dele, sempre adotou posições contrárias a medidas defendidas por setores mais conservadores da área, como a redução da maioridade penal e o endurecimento das leis contra criminosos reincidentes.
O ex-secretário também citou o avanço de organizações criminosas durante os anos em que o PT esteve no comando do governo federal. Para Derrite, facções como o PCC ampliaram sua influência ao longo desse período, tornando-se organizações criminosas de alcance nacional e até transnacional. Em sua crítica, ele argumenta que o partido não possui credenciais para se apresentar como solução para o problema da segurança pública.
A fala ocorre em meio ao início das movimentações políticas para as eleições e reforça um dos principais pontos de confronto entre direita e esquerda: a forma de combater o crime organizado. Enquanto Derrite e seus aliados defendem penas mais duras, fortalecimento das forças policiais e maior rigor contra criminosos, Haddad costuma defender investimentos em inteligência policial, integração entre forças de segurança e combate às estruturas financeiras das facções.
A manifestação de Derrite rapidamente repercutiu nas redes sociais, onde apoiadores do ex-secretário concordaram com as críticas ao PT, enquanto defensores de Haddad argumentaram que a segurança pública é uma responsabilidade compartilhada entre União, estados e municípios. O episódio mostra que o tema deverá ocupar papel central no debate político nos próximos meses.



