Imagens de câmeras corporais, divulgadas pelo g1, mostram que policiais militares entraram em uma escola infantil na Zona Oeste de São Paulo após a queixa do pai de uma aluna de 4 anos sobre uma atividade escolar relacionada à cultura afro-brasileira.
Durante a conversa, um tenente da PM acusou a diretora da escola de tentar impor uma ideologia aos alunos. A diretora explicou que a atividade fazia parte de um projeto pedagógico previsto em leis federais que determinam o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. Segundo ela, o pai da criança, que é cristão e também policial militar, não concordou com a atividade após a filha fazer um desenho de Iansã, entidade das religiões de matriz africana. A diretora afirmou que o homem entrou na escola de forma agressiva, discutiu com uma professora e rasgou o desenho da filha. A educadora destacou que a escola não estava ensinando religião, mas sim conteúdos culturais e históricos previstos no currículo escolar.
As imagens também mostram a entrada de 12 policiais na escola, incluindo um agente armado com uma metralhadora. A atuação dos policiais está sendo investigada pela Polícia Militar por meio de um Inquérito Policial Militar. Além disso, a Polícia Civil indiciou o pai da aluna por suspeita de intolerância religiosa. Ele alegou que a escola estaria obrigando a filha a participar de aulas de religião africana.



